Santa Catarina sempre se destacou pelo bom desempenho na maioria dos indicadores sociais do país. Não é diferente no campo da Segurança Pública. Sem tirar o mérito, estes indicadores , quando comprados com os de mais estados são também a expressão das enormes desigualdades regionais brasileiras. Mesmo assim, é importante monitorar os (bons) indicadores ficando nas suas tendencias e, na medida que os dados permitam, observar as desigualdades regionais internas do estado.
Esta seção tem por objetivo justamente observar o lugar de Santa Catarina dos indicadores brasileiros de violência e segurança pública.
O primeiro trabalho aqui exposto foi elaborado por Juliana Wilke ( colaboradora do NIPP) para os debates da reunião do grupo de pesquisa em fevereiro de 2016.
SEGURANÇA PÚBLICA EM SC
Artigo_Revista do fórum brasileiro de segurança pública (1)
A vitimização e as percepções sobre a sensação de segurança podem ser concebidas como indicadores apropriados e de grande relevância para formulação, gestão e avaliação de políticas públicas. No debate sobre violência e criminalidade, diversos condicionantes são apontados como importantes para compreender os níveis do sentimento de segurança, tais como: o crescimento da criminalidade; o fenômeno da urbanização; a influência midiática que ressalta a espetacularização da violência; fatores culturais, como religião; atributos dos próprios indivíduos, como gênero, renda e idade; dentre outras características sociodemográficas. Este artigo objetiva analisar os condicionantes individuais que influenciam a percepção dos brasileiros sobre sua sensação de segurança no domicilio, no bairro e na cidade. Foram utilizados, como material empírico, os dados levantados pelo IBGE em sua segunda PNAD englobando o tema da vitimização, conduzida em 2009.A intenção aqui é identificar possíveis preditores ou condicionantes sociodemográficos da sensação de segurança nos três níveis mencionados. Para estimar esses fatores explicativos, empregou-se a técnica de regressão logística binária, levando em consideração os pesos definidos pelo IBGE para sua amostra complexa.
Nesta seção vamos trazer material para debatae sobre o polemico tema da Menoridade/maioridade penal no Brasil.
1) Artigo de Olgaria Mattos olgaria
O 9o. ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA PUBLICA (http://www.forumseguranca.org.br/produtos/anuario-brasileiro-de-seguranca-publica/9o-anuario-brasileiro-de-seguranca-publica) publicado em 2015 apresenta dados da CONSULTA POPULAR – FBSP DATAFOLHA a partir de questões como “Bandido bom é bandido morto” e “ Voce tem medo de ser vitima de agressão sexual“?
Os resultados destas duas questões foram classificados por sexo, raça/cor, região do país, renda familiar mensal, faixa etária e escolaridade. As respostas foram classificadas em: concorda, discorda, não concorda nem discorda, não sabe.
Apesar de que em muitas questões as respostas por classificação não revelaram muitas diferenças, apesar das proporções, vamos aqui apresentar aquelas que tiveram maior discrepância.
Em relação à questão “Bandido bom é bandido morto” 50% da população concorda com esta máxima. Chama atenção o fato de que pessoas 58% das pessoas com ensino fundamental concordam contra 40% entre aqueles com ensino superior e, 65% das pessoas com 60 anos ou mais também concordam. Portanto, esta máxima tem mais efeito entre pessoas com baixa escolaridade e mais velhas.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública publicou no dia 24 de abril o Índice de vulnerabilidade juvenil à violência e desigualdade racial 2014.
O link para acessar a página da FBSP e fazer o download do documento encontra-se abaixo:
http://www.forumseguranca.org.br/publicacao/indice-de-vulnerabilidade-juvenil-a-violencia-e-desigualdade-racial-2014