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PESQUISAS SOBRE VITIMIZAÇÃO E SENTIMENTO DE SEGURANÇA
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METODOLOGIAS DE PESQUISA
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Segurança Pública no Rio de Janeiro: um estudo dos homicídios dolosos entre 2003 e 2014
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” Bandido bom é bandido morto”!!
O 9o. ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA PUBLICA (http://www.forumseguranca.org.br/produtos/anuario-brasileiro-de-seguranca-publica/9o-anuario-brasileiro-de-seguranca-publica) publicado em 2015 apresenta dados da CONSULTA POPULAR – FBSP DATAFOLHA a partir de questões como “Bandido bom é bandido morto” e “ Voce tem medo de ser vitima de agressão sexual“?
Os resultados destas duas questões foram classificados por sexo, raça/cor, região do país, renda familiar mensal, faixa etária e escolaridade. As respostas foram classificadas em: concorda, discorda, não concorda nem discorda, não sabe.
Apesar de que em muitas questões as respostas por classificação não revelaram muitas diferenças, apesar das proporções, vamos aqui apresentar aquelas que tiveram maior discrepância.
Em relação à questão “Bandido bom é bandido morto” 50% da população concorda com esta máxima. Chama atenção o fato de que pessoas 58% das pessoas com ensino fundamental concordam contra 40% entre aqueles com ensino superior e, 65% das pessoas com 60 anos ou mais também concordam. Portanto, esta máxima tem mais efeito entre pessoas com baixa escolaridade e mais velhas.
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Estudo do Ipea defende que investimento em educação é mais eficaz do que a punição
Na matéria publicada pelo Nexo Jornal em 15 de março de 2016 mostra que: “Se cada brasileiro com mais de 15 anos tivesse pelo menos ingressado no ensino médio, o número de homicídios registrado em 2010 teria sido 42% menor no país.” Essa projeção compartilhada no Nexo Jornal é de um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o qual defende que para diminuir a criminalidade a educação é mais eficaz que a punição. Os pesquisadores Daniel Cerqueira e Danilo Santa Cruz Coelho cruzaram dados de 45.935 homens vítimas de homicídio entre 2009 e 2010, compilados pelo Ministério da Saúde, com dados do Censo de 2010, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística) e concluiram que a educação é um verdadeiro escudo contra os homicídios no Brasil. O resultado desse cruzamento é mostrado no gráfico a seguir:

Para ler essa matéria na integra acesse:
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/03/15/Este-gr%C3%A1fico-resume-o-impacto-do-acesso-%C3%A0-educa%C3%A7%C3%A3o-no-n%C3%BAmero-de-homic%C3%ADdios -
Encontro NIPP
Nos dias 25 e 26 de fevereiro de 2016 o NIPP realizou em encontro de pesquisa na sala do PPSP/CFH. Estavam presentes: Erni José Seibel, Marcelo Serran Pinho, Gabriela Ribeiro Cardoso, Irme Salete Bonamigo, Felipe Mattos Monteiro, Juliana Wilke, Luis Carlos Chaves, Denis Berte Salvia, Evelyn Fogaça Alves. Na pauta foi debatido sobre o andamento da pesquisa “Vitimização e Sentimento de Segurança nos Campi Universitários”. Além da pesquisa, também foi debatido a organização do observatório Violências e Segurança Pública em Santa Catarina. Como convidados estavam o Sr. Davi Novelo e Silvia Fernandes da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina (SSP/SC). O senhor Davi Novelo, gerente de estatística da SSP/SC, expôs ao grupo o interesse da SSP/SC em assinar um convênio de cooperação técnica com o observatório (via UFSC). O Objetivo principal dessa cooperação será analisar os dados da SSP/SC para efeito de estudos acadêmicos.
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Grupo de Estudos Teoria Política e Violência
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FBSP divulga o Índice de vulnerabilidade juvenil à violência e desigualdade racial 2014
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública publicou no dia 24 de abril o Índice de vulnerabilidade juvenil à violência e desigualdade racial 2014.
O link para acessar a página da FBSP e fazer o download do documento encontra-se abaixo:
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Dinheiro para segurança pública em SC – Via ClickRBS
O BNDES libera, nesta sexta-feira, mais R$ 73,5 milhões para o Pacto por SC, o programa implementado pelo governador Raimundo Colombo em diversas áreas do Estado.
O dinheiro será utilizado na compra de 1.215 veículos para a frota da Segurança Pública – polícias Civil e militar, que circularam 24 horas -, 40 para o transporte de detentos (Deap) e outros 16 veículos para o Corpo de Bombeiros Militar
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NIPP News
18/04/201205h58
Mais de um milhão de jovens estão “presos” no ensino fundamental, mostra Censo Escolar 2011
Rafael Targino
Do UOL, em São PauloMais de um milhão de jovens estão “presos” no ensino fundamental, mostra o Censo Escolar 2011. Esses alunos têm mais de 14 anos e, por conta de reprovações ou outros fatores, não conseguem passar de ano e, consequentemente, ir para o ensino médio.
“No Brasil, você tem uma forte defasagem idade-série. Boa parte não conclui o ensino fundamental na idade correta. Uma das causas disso é a forte reprovação”, diz Tufi Machado Soares, professor da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e especialista em fluxo escolar. “Evidente que o sistema é falho. Se um aluno é reprovado, isso ocorre, pelo menos, porque ele não aprendeu o que deveria.”
Esse contingente – os mais de um milhão de estudantes empacados no fundamental – é a diferença entre a população com mais de 14 anos e o número de matriculados no ensino fundamental, que atende justamente o público entre 6 e 14. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há 29.204.148 pessoas nesta faixa etária e 30.358.640 estudantes registrados entre o 1º e o 9º ano das escolas brasileiras.
O fato de o estudante não conseguir ser aprovado gera a chamada “distorção idade-série”. No 8º ano, por exemplo, a idade média dos estudantes já supera os 14 anos, ficando em 14,3. No 9º ano, última série do fundamental, a idade média é de 15,2.
Esse “movimento” entre um nível e outro é chamado de fluxo escolar. O cálculo do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) leva em conta, entre outros fatores, o fluxo.
IDADE MÉDIA DOS ESTUDANTES NO FUNDAMENTAL – REDE PÚBLICA BRASIL
1º ano 1ª série/
2º ano2ª série/
3º ano3ª série/
4º ano4ª série/
5º ano5ª série/
6º ano6ª série/
7º ano7ª série/
8º ano8ª série/
9º anoEsperada 6 7 8 9 10 11 12 13 14 2002 – 10,7 11,7 12,9 13,7 16,1 16,7 17,8 18,8 2011 6,7 8 9,2 10,2 11,3 12,5 13,4 14,3 15,2 Histórico do fluxo
Porém, a situação já foi pior. “Estamos melhorando, mas está muito devagar. As políticas que foram planejadas foram se esgotando. Uma das causas para não se ter um bom fluxo é a reprovação e o abandono. É preciso combater isso melhorando a qualidade”, disse Soares.
Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), no início dos anos 2000, a diferença entre matriculados e população chegava a 20% contra os atuais 3,9%. Os números de 2011 mostram também que hoje, afirma o governo, existe uma tendência a que os alunos consigam passar dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano).
A correção de fluxo, diz o especialista, é um processo que vem desde a década de 80 no Brasil. “Num determinado momento da nossa história, lá na década de 80, pensava-se que garantir a matrícula era o suficiente ara melhorar os níveis. Com o tempo, percebeu que isso não era suficiente. Construir escola não bastava”, afirma. Na década de 90, ele diz, houve um aumento na política de correção de fluxo, que, no entanto, tem dado resultados menos efetivos atualmente.
Soares aponta a progressão continuada nos primeiros anos do fundamental como umas maneiras para reduzir a distorção: “A reprovação deve ser uma opção extrema a ser adotada pela escola. Sou contra a reprovação nos primeiros anos escolares, não vejo motivo para reprovar um aluno.”
Matrículas
Pelo quarto ano seguido, o Brasil teve uma redução no número de matrículas no ensino básico, com uma queda de 1,1% em relação a 2010. O censo identificou 194.932 escolas no país em 2011, com 50.972.619 alunos – 84,5% deles em escolas públicas. No ano passado, havia 51.549.889 estudantes.
A queda no número de matrículas foi puxada pela redução na rede pública fundamental (-2,1% em relação ao ano anterior) e na educação de jovens e adultos (-6,6% no nível fundamental e -4,4% no nível médio). Houve crescimento em praticamente todos os outros níveis.
O Inep atribui a redução à “acomodação do sistema educacional” e ao “aperfeiçoamento” do método de coleta dos dados. Neste ano, para evitar duplicidades, o governo exigiu a comprovação documental de matrícula e de frequência para os estudantes com mais de um vínculo escolar (matrículas em mais de uma unidade). A distribuição de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) leva em conta o número de alunos dos municípios e Estados.
O Censo Escolar da Educação Básica é realizado anualmente pelo Inep. Estabelecimentos públicos e privados de educação básica são obrigados por lei a oferecer as informações.
TOTAL DE MATRÍCULAS NA REDE DE ENSINO
2010 2011 Diferença (%) Educação infantil 6.756.698 6.980.052 + 3,3 Ensino fundamental 31.005.341 30.358.640 – 2,1 Ensino médio 8.357.675 8.400.689 + 0,5 Educação profissional 924.670 993.187 + 7,4 EJA – Fundamental 2.860.230 2.681.776 – 6,2 EJA – Médio 1.427.004 1.364.393 – 4,4 Educação especial (exclusiva) 218.271 193.882 – 11,2 Educação especial (inclusiva) 484.332 558.423 + 15,3 TOTAL GERAL 51.549.889 50.972.619 – 1,1



